O cloridrato de venlafaxina está indicado para o tratamento da depressão, incluindo depressão com ansiedade associada, e para prevenção de recaída e recorrência da depressão. Também está indicado para o tratamento, incluindo tratamento a longo prazo, do transtorno de ansiedade generalizada, do transtorno de ansiedade social (também conhecido como fobia social) e do transtorno do pânico.
Como este medicamento funciona?
A venlafaxina, substância presente no cloridrato de venlafaxina, e a O-desmetilvenlafaxina, (metabólito ativo da venlafaxina), são inibidores da recaptação neuronal de serotonina, norepinefrina e dopamina, ou seja, o cloridrato de venlafaxina aumenta a quantidade de determinadas substâncias (serotonina, norepinefrina e dopamina) no sistema nervoso levando à melhora sintomática dentro das indicações presentes nessa bula. O tempo estimado para início da ação terapêutica do medicamento é de 3 a 4 dias.
Quando não devo usar este medicamento?
O cloridrato de venlafaxina não deve ser utilizado por pacientes alérgicos a qualquer componente da formulação nem por pacientes recebendo antidepressivos da classe dos inibidores da monoaminoxidase (IMAOs). O tratamento com o cloridrato de venlafaxina não deve ser iniciado no período de, no mínimo, 14 dias após a descontinuação do tratamento com um inibidor da monoaminoxidase. Além disso, este medicamento é contraindicado para uso por menores de 18 anos e não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Também é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Recomenda-se que o uso de cloridrato de venlafaxina não seja interrompido bruscamente. A dose deve ser reduzida progressivamente de acordo com as instruções do seu médico. As cápsulas de cloridrato de venlafaxina contêm pequenos grânulos que liberam o medicamento lentamente no intestino. Pacientes tratados devem ser apropriadamente monitorados quanto à piora clínica e risco de suicídio. Pacientes, familiares e cuidadores devem informar ao médico sobre aparecimento de ansiedade, agitação, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, hostilidade, agressividade, impulsividade e outras alterações de comportamento, principalmente no início do tratamento ou durante alteração de dose. O cloridrato de venlafaxina deve ser usado com cuidado em pacientes com insuficiência renal ou hepática. Foi observada elevação da pressão arterial em alguns pacientes usando altas doses, necessitando de monitoramento regular. A segurança do medicamento durante a gravidez em humanos ainda não foi estabelecida e não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Não é recomendado seu uso durante a lactação devido à excreção pelo leite. Este medicamento pode prejudicar o julgamento e a concentração, então deve-se evitar atividades que requeiram atenção até saber como o cloridrato de venlafaxina afeta o paciente.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Não informado na bula.
Como devo usar este medicamento?
O cloridrato de venlafaxina deve ser usado por via oral, e recomenda-se que o uso não seja interrompido bruscamente. A dose deve ser reduzida progressivamente de acordo com as instruções do seu médico. Este medicamento contém pequenos grânulos que liberam o medicamento lentamente no intestino, e partes dos grânulos que não são absorvidas pelo organismo podem ser eliminadas e vistas nas fezes.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Se você se esqueceu de usar o cloridrato de venlafaxina, tome a dose assim que lembrar. Contudo, se estiver perto do horário da próxima dose, pule a dose esquecida e siga o esquema de dosing habitual. Não tome o dobro da dose para compensar a dose esquecida. É importante que o uso do cloridrato de venlafaxina não seja interrompido bruscamente e que a dose seja reduzida progressivamente conforme a orientação do seu médico.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
O uso do cloridrato de venlafaxina pode causar efeitos colaterais, incluindo tontura, desmaios ou perda da consciência, o que pode expor o paciente a quedas ou acidentes. Recomenda-se ainda monitorar possíveis alterações incomuns de comportamento, como ansiedade, agitação, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, hostilidade, agressividade, impulsividade, piora da depressão e ideação suicida, especialmente no início do tratamento ou durante alterações de dose. Além disso, é importante monitorar a pressão arterial, uma vez que a medicação pode elevar a pressão em alguns pacientes. Por fim, recomenda-se precaução em casos de insuficiência renal ou hepática.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste
medicamento?